Depois da Indy em São Paulo resolvi "encomendar" um post à respeito ao Leonel Mattera (fã de Penskes!), que teve o privilégio de dar uma circulada por lá e contar como foi o evento. Você gosta de carros? Então vale conferir. Obrigado Leonel!

Por dentro da SP Indy 300!!
Volto a postar no Broba, à convite do meu amigo Rodrigo Ciossani, contando um pouco da minha experiência acompanhando de perto a etapa brasileira da Fórmula Indy. Como os ingressos infelizmente não davam direito ao acesso aos boxes, resolvi passar pela região da pista na sexta-feira (os treinos só começariam no sábado) para passar pela reta da Marginal e da Olavo Fontoura de carro e ver se conseguia entrar no pavilhão do Anhembi e acompanhar a montagem dos carros.
Acabei me surpreendendo com a facilidade de entrar com o meu carro pela entrada dos boxes. Uma vez lá dentro, fui conhecendo tudo com calma e cheguei a fazer o circuito todo até onde chega na Marginal de novo. Ao voltar aos boxes, encontrei alguns pilotos como a Danica Patrick e Dan Wheldon reconhecendo a pista a pé e em carrinhos de golfe e logo em seguida avistei os mecânicos da Penske trazendo o carro do Ryan Bricoe para o pit lane.
Apesar de contente, resolvi arriscar um pouco mais: Larguei o carro nos boxes e entrei no pavilhão por uma entrada de serviço, já que era não tinha credencial para entrar no lugar certo. Depois de alguns minutos andando, finalmente estava frente a frente com as máquinas, equipes, imprensa e tudo mais! Foi incrível constatar que o ambiente da Indy é ainda melhor do que eu imaginava, sem as frescuras que encontramos em outras categorias. Conversei com alguns pilotos, tirei foto com outros e até fui entrevistado por uma reporter do SBT enquanto acompanhava os primeiros motores sendo ligados e a inspeção técnica da organização da Indy Racing League.
Os carros, principalmente da Penske, Chip Ganassi e Andretti Autosport são bastante avançados tecnologicamente, têm pinturas muito bem feitas e são montados com muito mais capricho que nas equipes menores. A organização da Penske é algo espetacular.
Já no sábado, acompanhado do meu irmão e do meu amigo Victor, vi o treino da arquibancada mesmo e depois consegui entrar na área dos boxes. Foi muito legal ver de camarote os pilotos insatisfeitos (com o carro ou com as batidas), os repórteres da tv correndo prá lá e prá cá e principalmente as trocas de pneus e reabastecimento. Para o domingo, o plano era ver a corrida tranquilamente da arquibancada mesmo. Antes dela e depois do hino nacional, foi demais observar os aviões caças cruzando o céu já carregado sobre a reta do sambódromo (onde eu estava).
Começa a corrida... logo na largada aquela grande batida bem na nossa frente. Vários carros escapando de traseira nas saídas de curva... um show de corrida! Ao todo, foram 95 (!) ultrapassagens e 7 mudanças de líder. Na hora da chuva os pilotos sofriam bastante prá fazer a chicane e levavam o público ao delírio. Inesquecível!
Já no fim da corrida, Will Power passou o Ryan Hunter Ray, que fez uma corrida espetacular e muito ousada, para conquistar a vitória. O público aplaudiu o Vitor Meira de pé pela excelente terceira posição com um dos piores carros do grid. Resumindo, a corrida foi tudo o que se podia esperar: emocionante, bem organizada, preocupada com o conforto do publico, muito competitiva e imprevisível até a última volta.
Quem estava lá, certamente voltará ano que vem!
Grande abraço pessoal!